O Superior Tribunal de Justiça (STJ) promoveu, na manhã desta quinta-feira (23), a segunda edição do Seminário Cooperação Brasil-Ásia-Pacífico: Prioridades e Perspectivas. O evento foi conduzido pelo presidente da corte, ministro Herman Benjamin, que destacou a relevância do encontro para o fortalecimento da cooperação internacional.
Realizado na Sala de Reuniões Corporativas do tribunal, o seminário contou com a participação de representantes de países asiáticos e de embaixadores brasileiros no continente. O presidente do STJ sugeriu que o encontro seja realizado anualmente, para funcionar como uma atualização sobre as iniciativas de interesse conjunto e permitir o aprofundamento do debate sobre como o direito se insere nesse contexto.
Ministro Herman Benjamin, presidente do STJ: seminário é fundamental para compreender os desafios globais."Não é uma pequena reunião de pessoas, mas de representantes de países que estão muito próximos do Brasil e cada vez mais próximos do STJ", afirmou o ministro.
Para ele, o seminário é fundamental para compreender os desafios globais e fortalecer a atuação da Justiça brasileira. O evento também reforça o papel do STJ nas relações internacionais estabelecidas pelo Brasil.
Avanços no relacionamento Brasil-Ásia-Pacífico
A embaixadora Susan Kleebank, secretária de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores (MRE), avaliou que, desde a primeira edição do seminário, em outubro de 2024, o relacionamento do Brasil com os países da região experimentou grandes avanços. Segundo ela, houve a celebração de acordos e negócios e o aprofundamento da amizade e da cooperação.
Susan Kleebank, secretária de Ásia e Pacífico do MRE, falou sobre os avanços no relacionamento do Brasil com a região.Em seu discurso, a embaixadora também ressaltou que o Brasil foi o primeiro país latino-americano a aderir ao Tratado de Cooperação e Amizade do Sudeste Asiático, que está completando 50 anos em 2026, além de ser, até hoje, o único país a estabelecer parceira de diálogo setorial com a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).
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O embaixador do Cazaquistão e decano do grupo asiático, Bolat Nussupov, declarou apoio às iniciativas de cooperação criadas pelo Brasil. Para ele, a Ásia Central não é apenas uma ponte entre o Oriente e o Ocidente, mas está se consolidando como um centro de atividade econômica e política. Entre os avanços, listou a infraestrutura, a cooperação industrial e as tecnologias digitais.
Parceria histórica entre Brasil e Japão
O embaixador da Indonésia e coordenador do comitê da Asean em Brasília, Andhika Chrisnayudhanto, comentou que a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 47ª reunião da associação – ocorrida em outubro de 2025 na Malásia – representou um passo decisivo para a aproximação entre o Brasil e as nações do Sudeste Asiático, além de salientar a importância do multilateralismo.
Bolat Nussupov, representante do Cazaquistão e decano dos embaixadores asiáticos em Brasília: apoio às iniciativas de cooperação.De acordo com o embaixador do Brasil no Japão, Octávio Henrique Dias Garcia Côrtes, a nação nipônica compõe a parceria mais tradicional do Brasil na Ásia, com mais de 130 anos de relações diplomáticas.
O embaixador destacou que mais de 200 mil brasileiros contribuem atualmente com a economia japonesa, ao passo que o Brasil tem a maior comunidade de descendentes de japoneses fora do arquipélago oriental, com reflexos que vão "da gastronomia às artes marciais, da agricultura às artes plásticas". No campo judicial, ele também apontou que a cooperação bilateral pode avançar em temas como obtenção de provas e tomada de depoimentos de testemunhas.
Comércio entre Brasil e Asean cresceu mais de dez vezes em 22 anos
Representante do Brasil junto à Asean, o embaixador Henrique Ferraro informou que o comércio entre o país e as nações do bloco cresceu mais de dez vezes entre 2002 e 2024. Com isso, o Brasil se tornou o quinto maior parceiro comercial da Asean.
O embaixador brasileiro na Indonésia, George Prata, relatou que estão sendo negociados entre os países acordos em matéria cível e penal, além de outros instrumentos de cooperação bilateral.
O final do evento foi marcado por um debate sobre temas como as oportunidades e os desafios para o aumento da cooperação multilateral.
Veja a programação do seminário em português ou em inglês.
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